A informática e a internet estão sendo utilizadas por povos e cientistas para salvar línguas ameaçadas de extinção, com equipes de linguistas criando programas e dicionários online.

Mais da metade das cerca de sete mil línguas e dialetos que ainda são falados no planeta terão desaparecido até o fim do século, vítimas de mudanças culturais, de repressão governamental e de outros problemas.

Uma lástima.

Mas o efeito positivo da globalização faz com que hoje seja possível que uma língua falada por poucas pessoas e em alguns lugares muito isolados tenha, graças à tecnologia digital, uma presença e uma audiência planetária.

Dicionários

Foram criados oito dicionários para algumas línguas ameaçadas, com mais de 32 mil palavras no total.

Eles também possuem fotos de objetos culturais e ao menos 24 mil registros sonoros de frases e palavras pronunciadas pelas pessoas que falam fluentemente estas línguas.

Um destes dicionários é da língua Siletz Dee-ni, falada apenas em uma tribo ameríndia de Oregon.
O dicionário falante é, e será, um dos melhores meios que teremos para salvar a Siletz; a língua é ensinada na escola do vale de Siletz dois dias inteiros por semana e agora os jovens aprendem mais rápido que os antigos indígenas.

Entre as outras línguas contempladas nos projetos de dicionários da Sociedade National Geographic também aparece a Matukar Panau de Papua Nova Guiné, falada por 600 pessoas em apenas duas aldeias, e que nunca havia sido escrita ou registrada.

Revitalização da língua

A extinção de línguas não é inevitável, mas uma revitalização linguística está ao alcance de um clique.

As pequenas comunidades linguísticas enfrentaram a falsa escolha ao ouvirem que sua língua fora superada e que precisavam renunciar a ela para poder abraçar a modernidade. Um engano total.

Agora, estes grupos linguísticos tomam consciência de que eles também podem ser cidadãos do mundo, aprender as línguas globais, como o inglês, conservando sua língua tradicional e os vastos conhecimentos ancestrais vinculados a ela.

A partir de conversa com o Patrick Nogueira.

Se a palavra “personagem” é um substantivo de dois gêneros, por que tendo a crer que, quando ouço no masculino, está errado?
Talvez porque originariamente, PERSONAGEM era substantivo sobrecomum:

“A PERSONAGEM” para homens e para mulheres.

Hoje em dia, PERSONAGEM é comum de dois gêneros: O PERSONAGEM e A PERSONAGEM.

Talvez eu seja um ser à moda antiga, ou a Língua Portuguesa falada não é contemporânea o suficiente. Só sei que essa coisa toda de modernizar demais não me cai bem. Parece sapato emprestado.

E, pra piorar, acostumamos a dizer A SACANAGEM, A VENDAGEM, A MASSAGEM E A ROUPAGEM. Ou seja: substantivos femininos que indicam um ato ou verbo derivado de outro substantivo igualmente feminino. Se PERSONA vem direto do latim e é certamente substantivo feminino (também em português herdado), por que diabos a tal “PERSONAGEM” pode ser masculina?

Disto não fazem reforma ortográfica…