Carioca é assim mesmo: já nem liga pra bala perdida.
Entra por um ouvido e sai pelo outro…

(Ouvi no Metrô. Estação Cardeal Arcoverde.)

Os sites de relacionamento ajudam as pessoas a se encontrarem e, claro, novas amizades e novos casais se formam dessas buscas.

Desde que a internet surgiu no Brasil, no final dos anos 1990, a galera ficou animada com a possibilidade de se conectar a novas pessoas.

As salas de bate-papo fizeram muito sucesso. Elas serviam para encontros virtuais, mais ou menos o que o MSN faz hoje.
E você, teria a coragem de se aventurar num relacionamento pela internet? Participe da enquete e descubra o que os usuários andam arriscando na web!

O casamento da Sandy

15 setembro, 2008    Categoria: Conversa fiada   Nenhum Comentário »  

No último fim de semana caiu mais um mito da humanidade:

A Sandy não é mais virgem..”

Agora ela se junta ao time da Claudia Leite.

Tão pouco para ser feliz…

13 setembro, 2008    Categoria: Filosofia barata   Nenhum Comentário »  

Demócrito, um maravilhoso filósofo grego do século V antes de Cristo, dizia sempre para seus discípulos: “Ocupe-se de pouco para ser feliz” e ressaltava que “muitos afazeres e pressões sobrecarregam o espírito e nos enchem de sombra, levando a pensamentos que escondem as idéias de luz”.

A frase não é somente bela. É bastante útil e prática.

Como tantos outros sábios daquela época, Demócrito respeitava demais a palavra euthymia, que significa tanto o apascentamento da alma para se alcançar a felicidade, quanto o cuidado em não se acumular de necessidades que no fundo não são necessárias assim…

Ontem li umas pequenas citações de Calígula (livro de Allan Massie), onde essa euthymia é sempre citada por Sêneca, e me lembrei da frase do filósofo. Com certeza, por estar reavaliando conceitos, analisando valores e tentando re-ordenar alguns símbolos do meu cotidiano. Foi aí que notei como estamos sobrecarregados de compromissos, deveres, de uma lista interminável de “não posso deixar de”, mesmo num período de férias. (Que, aliás, as pessoas não respeitam). E a perturbação monumental dos e-mails, que surgem às centenas, numa diabólica e interminável seqüência! Como não se agitar com isso? E a obrigação de estarmos magros, “saudáveis”, fazer exercício físico e manter uma alimentação regular?

Quanto às tarefas idiotas, é melhor nem dizer nada: são tão inúteis e nos dedicamos a elas, com afinco. Daí os hiatos de insônia no meio da noite, a ansiedade, a tensão e os resultados no físico, apesar de tantos cuidados e assepsias.

Repensar essa milenar euthymia pode ser fundamental em muitas das pessoas que dedicam a este espaço diário alguma atenção. Sim, porque os que entraram de cabeça e alma na roda da loucura nem vão ter tempo de ler isto aqui. Estão correndo atrás dos compromissos determinados pela mídia, em matar um leão por dia, em não deixar de estar em cima de tudo, de triplicar o rol de suas abundantes necessidades.

Até porque, a descoberta de que precisamos de muito pouco para ser feliz é refrigerante.


Comprei ontem à noite, na Fnac do Barra Shopping, o livro Ensaio sobre a cegueira.
Com a maestria de sempre, um José Saramago arrebatador nos brinda com um romance palpitante. Desta vez, Saramago narra brilhantemente uma situação desesperadora e suas conseqüências: a cegueira de toda uma população.

O livro começa com um motorista, que subitamente fica cego enquanto está parado em um sinal vermelho. Com uma pequena diferença: ele não mergulha numa total escuridão, mas sim numa cegueira leitosa, completamente branca. A partir daí, a cegueira vai contaminando outras pessoas como que num ciclo, começando por ele e seguindo através das pessoas que mantiveram contato com ele, desde o seu médico, passando pela mulher dele, os pacientes, até que se torna uma epidemia misteriosa.

Todos os cegos são confinados em locais abandonados e fechados, sob as ordens dos que ainda conservavam a sua visão. Diante desse cenário, quem enxergava tornava-se uma autoridade, estabelecendo de que forma os cegos deveriam se comportar.

Apesar da “epidemia” chegar a um grau tão extenso, acabando por atingir toda a população do local, a mulher do médico é a única pessoa que ainda consegue enxergar e assim registrar todo o horror e provação que os cegos enfrentam.
Observando o comportamento deles a partir e o modo como relacionam-se uns com os outros, ela chega a concluir que as pessoas tornam-se realmente quem elas são, a partir do momento em que não podem julgar a partir do que vêem.

A pergunta que fica é: como o ser humano responde aos mais insólitos estímulos e até onde ele pode suportar em nome de sua sobrevivência? O próprio Saramago responde:

Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso.”

É isso. É ler e chapar com a realidade.

Dica: Na Fnac o livro custa 44,00 mais os 4,50 de estacionamento. No Submarino você compra por apenas 35,10 ou 3X de R$ 11,70 sem juros no cartão. Clique aqui e confira.