Como era o mundo há 50 anos
1 setembro, 2008 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
Uma tarde um neto conversava com o avô sobre os acontecimentos actuais.
Então, de repente, ele perguntou:
- Quantos anos tem, avô?
E o avô respondeu:
- Bem, vê se você descobre…
Nasci antes da televisão, das vacinas contra a pólio, das comidas congeladas, da xerox, das lentes de contato e da pílula anticoncepcional.
Não existiam os radares, os cartões de crédito, os raios laser, nem os patins inline.
Ainda não tinham inventado o ar condicionado, a máquina-de-lavar, as de secar (as roupas simplesmente secavam ao vento).
O homem não tinha chegado à lua, ‘gay’ era uma palavra inglesa que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não homossexual. (Isso sem falar que Gay era o nome próprio de muitos homens)
Das lésbicas nunca tínhamos ouvido falar, e os rapazes não usavam piercings.
Nasci antes do computador, das duplas carreiras universitárias e das terapias de grupo.
Até completar 25 anos, chamava a cada homem ‘senhor’ e a cada mulher ‘senhora’ ou ‘senhorita’.
No meu tempo a virgindade não dava câncer.
Ensinaram-nos a diferenciar o bem do mal, a sermos responsáveis pelos nossos atos.
Acreditávamos que ‘fast-food’ era o que a gente comia quando estávamos com pressa.
Ter um bom relacionamento, era se dar bem com os primos e com os amigos.
Tempo compartilhado significava que a família compartilhava as férias juntos.
Não se conheciam telefones sem fio e muito menos os celulares.
Nunca tinhamos ouvido falar de música estereofónica, rádios FM, fitas,
cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever elétricas, calculadoras (nem as
mecânicas, quanto mais as portáteis).
‘Notebook’ era um bloco de notas. Aos relógios, dava-se corda todos os dias.
Não existia nada digital, nem os relógios, nem os indicadores com números luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas.
Falando de máquinas, não existiam as cafeteiras automáticas, os fornos micro-ondas nem os rádio-relógios-despertadores.
Para não falar dos vídeo-cassetes, filmadoras e DVDs.
As fotos não eram instantâneas nem coloridas. Só existiam a branco e preto e a sua revelação demorava mais de três dias. As coloridas não existiam e quando apareceram, a sua revelação era muito cara e demorada.
Se lêssemos ‘Made in Japan’, não se considerava de má qualidade, e não existia ‘Made in Korea’, nem ‘Made in Taiwan’, nem ‘Made in China’.
Não se ouvia falar de ‘Pizza Hut’ ou ‘McDonald’s', nem de café instantâneo.
Havia casas onde se compravam coisas por 5 ou 10 centavos. Os sorvetes, as passagens de ônibus e os refrigerantes, tudo custava em torno de 15 centavos.
No meu tempo, ‘erva’ era algo que se cortava e não se fumava. ‘Hardware’ era uma ferramenta e ‘software’ não existia.
Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de um marido para ter um filho.
- E agora, me diz: quantos anos você acha que eu tenho?
- iii… vô… Mais de 200!!! – disse o neto.
- Não, querido. Somente 58.
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