Quando o modo de falar ou escrever, contrariando as normas de uma língua, torna-se freqüente e habitual na expressão de um indivíduo ou de um grupo, temos o que chamamos de vícios de linguagem. Os vícios de linguagem podem se tornar tão corriqueiros que algumas expressões passam despercebidas. Será que você é adepto de algum desses vícios?

Por exemplo, você sabe o que é tautologia?
Digo já: É o termo usado para um dos vícios de linguagem (pleonasmo). Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. O exemplo clássico é o famoso “subir para cima” ou o “descer para baixo”.

Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:

- elo de ligação- acabamento final

- certeza absoluta

- quantia exata

- nos dias 8, 9 e 10, inclusive

- juntamente com

- expressamente proibido

- em duas metades iguais

- sintomas indicativos

- há anos atrás

- vereador da cidade

- outra alternativa

- abertura inaugural

- continua a permanecer

- a última versão definitiva

- possivelmente poderá ocorrer

- comparecer em pessoa

- gritar bem alto

- propriedade característica

- demasiadamente excessivo- a seu critério pessoal

- exceder em muito- detalhes minuciosos

- a razão é porque

- anexo junto à carta

- de sua livre escolha

- superávit positivo

- todos foram unânimes

- conviver junto

- fato real

- encarar de frente

- multidão de pessoas

- amanhecer o dia

- criação nova

- retornar de novo

- empréstimo temporário

- surpresa inesperada

- escolha opcional

- planejar antecipadamente

Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, “surpresa inesperada”. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não. Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.
Verifique se não está você também caindo nesta armadilha.

Abaixo assinado contra cobranças da OI/Velox da bahia
A Oi (antiga Telemar) tem deixado o internauta baiano a ver navios. Com conexão lenta e preços absurdos, o Velox, serviço de acesso à internet oferecido pela empresa, representa desonestidade. Os usuários da Bahia são obrigados a pagar 500% a mais por velocidades mais baixas do que as oferecidas em outros estados.

No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, os internautas pagam R$ 39,90 por 2 Mb de velocidade, enquanto os baianos precisam desembolsar R$ 159,00 por apenas 1 Mb.
Na Bahia, assim como em todos os Estados do Norte-Nordeste do país, são disponibilizados apenas as velocidades mais baixas, de 300 Kb, 600 Kb e 1 Mb. No Sudeste, a coisa é outra, e bem rápida. A empresa oferece 1, 2, 4 e 8 Mb por preços muito menores do que os praticados no estado nordestino.
Tudo sem justificativa, pois a Telemar/Oi utiliza a mesma estrutura física para transmitir tanto dados de internet quanto de telefonia, o que garante despesas operacionais iguais.

Mas quando cobra do consumidor, ela explora. Enquanto os preços do serviço telefônico são quase idênticos em todo país, os do velox são diferenciados.
O deputado Álvaro Gomes (PCdoB) lançou uma campanha contra os preços abusivos do Velox, através de projeto de lei e ação judicial, e conta com a sua adesão.

Se você também acha abusivas as cobranças da Oi na Bahia, participe do abaixo-assinado. Visite o site do deputado para assinar:
http://www.portaldoalvaro.com/abaixoassinado/home.aspx

Esta pergunta eu vi, outro dia, num desses milhares de foruns pela web.

Olha, eu não sei como montar uma ONG e também não tenho nem puta idéia de como se faz aquilo dar dinheiro.

Aliás, na verdade,nem mesmo eu sei qual o real objetivo de se montar uma ONG. Ese eu quiser apoiar uma Organização dessas, por onde começo? Indagando sobre os objetivos e rendimentos, ou pedindo minhas vantagens?

Não entendo mesmo. Mas o fio da meada deve ser mesmo lá pras bandas do Planalto Central, afinal

O Brasil é o único país do mundo onde as Organizações Não Governamentais são sustentados pelo governo…

E não tente entender.

Ajoelhou? Agora tem que rezar...

Pois é, Lula.

Agora tem que rezar…

A arte de falar sozinho

13 janeiro, 2008    Categoria: Filosofia barata   Nenhum Comentário »  

Observem. Tenho visto muitas pessoas falando sozinhas. Não deve ser fenômeno apenas desta cidade de correrias sem destino. Talvez não seja fenômeno exclusivo de grandes cidades. Talvez seja fenômeno mundial.

Rubem Braga, em alguma crônica, escreveu que Paris era indiscutivelmente uma boa cidade para se falar sozinho na rua, mesmo em português.

Toda rua é palco para monólogos com ou sem audiência atenta.
Sempre houve pessoas falando sozinhas na rua, gesticulando, olhando o infinito. Nem sempre é loucura. Ou nunca é loucura.
Ou então somos todos loucos, porque todos falam sozinhos. Pensar é falar consigo mesmo. Dialogar com outras vozes habitantes em nós. Somos legião. Moram em nós outras vozes, com as quais concordamos ou discordamos o tempo todo.

Aliás, há pessoas que, até quando falam com alguém, sozinhas estão falando, porque não estão realmente falando com o outro. Estão apenas falando. Falando consigo mesmas. Não querem ser compreendidas ou rejeitadas. Querem falar porque precisam falar. O outro poderia ser uma parede. Poderia ser um espelho. Há pessoas que conversam com objetos, outra forma de falar sozinhas. Há pessoas que dirigem palavras ao computador. Xingam o computador. Pedem que ele não trave. Pedem que ele colabore.

Rezar é falar sozinho? Sonhar é falar sozinho? Cantarolar uma música é falar sozinho? Falar sozinho é conversar com o diabo?

Também falam sozinhos aqueles que escrevem. O leitor não está ali. Falamos sozinhos, ou com as palavras conversamos. E o leitor, depois, ao ler o texto, também está falando sozinho. O autor não está ali, apenas a sua sombra, o eco, a imagem, a lembrança, a palavra. José Angelo Gaiarsa, no livro As vozes da consciência, de 1991, afirmava algo insólito: “a finalidade última do homem é falar sozinho”. Uma frase talvez ridícula, pensava o próprio autor. Mas essa frase algo me diz. Converso sozinho com a minha consciência, e a minha consciência conta-me coisas.

Falar sozinho não é egoísmo, não é idiossincrasia, não é problema. É solução. É saudável introspecção. Falando de mim para mim, eu saio de fora para dentro. Saio da dispersão, entro em contato com esse estranho eu que eu sou.

O poeta português José Gomes Ferreira disse tudo: “Que o primeiro poeta que nunca falou sozinho pelas ruas se levante e me atire a primeira estrela!”.

Em texto de Gabriel Perissé | via Fabio Rocha



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