Google estuda remunerar usuários do Orkut
19 abril, 2007 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
Embora ainda não dê dinheiro para a empresa, o Google já estuda maneiras de remunerar os usuários do Orkut.
Foi o que disse Eric Schmidt, executivo-chefe do Google, numa breve e bem-humorada conversa com jornalistas brasileiros.
Em sua primeira vinda ao país, essencialmente para conversar com clientes, Schmidt disse que os sites que usam conteúdo gerado pelos próprios usuários — como o YouTube, também do Google — tendem a caminhar para esse modelo. “Mas nada foi definido ainda”, disse o executivo.
O ritmo de contratação de novos funcionários na operação brasileira deve crescer mais rápido do que no resto do mundo. Com o crescente uso dos serviços do site pelos internautas daqui, a empresa considera o país como um dos potenciais candidatos a receber um dos data centers erguidos em todo o mundo.
E nada de dar mais detalhes. A não-divulgação dessas informações é a segurança dessas instalações. O que o Google pretende com sua rede mundial de data centers e redes de fibras ópticas é um dos grandes mistérios do Vale do Silício.
Alguns suspeitam que o Google vá entrar em algum negócio ligado a telecomunicações. A empresa é um supercomputador, cujos serviços podem ser acessado de qualquer parte do mundo pela internet e que, para isso, é necessário criar uma infra-estrutura global. Hoje, quase 45% das receitas da empresa já vêm de fora dos Estados Unidos, e dentro de poucos anos o faturamento internacional será predominante.
A visita de Schmidt, que acontece menos de um mês depois da vinda de outros dois executivos da empresa ao país (Omid Kordestani, um dos primeiros funcionários do Google e hoje vice-presidente sênior de novos negócios, esteve em São Paulo em março e Orkut Büyükkökten ainda está no país), demonstra a crescente importância da operação brasileira.
Além do escritório na capital paulista, o Google tem também um centro de desenvolvimento em Belo Horizonte.
Salve o Brasil digital.
via Infoescravo
Jogadores patológicos
17 abril, 2007 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
Ele entra naquele recinto escuro e logo se senta à mesa que já está composta por outros colegas. O baralho corre de mão em mão. As apostas começam singelas, mas chegam num ponto em que o frenesi do desafio toma conta dos jogadores e a aposta passa a ser sinônimo de loucura.
Jogos de azar são mesmo tentadores e traiçoeiros, pensou aquele homem de meia idade que havia acabado de se sentar à mesa. Enquanto pensava, ao mesmo tempo, mais uma parte de sua vida de trabalho ficava na mesa de jogos. Aquele homem que entrou com tanto na sala acabava de perder outro tanto em um segundo. Sorte de quem ganhou, azar de quem perdeu.
A estória é fictícia mas acontece em todos os cantos do mundo levando famílias a situações econômicas precárias e jogadores ao desespero. Não são somente as drogas lícitas e ilícitas as únicas capazes de viciar.
Na última reportagem da Série Especial sobre Vícios, a Nova Regional/Folha da Cidade de Tietê, SP traz uma entrevista com a psicóloga Ana Cláudia Ferreira de Oliveira que explica que o jogo pode ser patológico quando atinge a qualidade de vida dos jogadores. Confira:
O que é bom é ruim? Os livros, a TV e os jogos eletrônicos
16 abril, 2007 Categoria: Cultura & estrutura Nenhum Comentário »
Sempre gostei de ler. Também não posso me furtar a dizer que boa TV me deixa entretido. Nos anos 80 não podia ver uma máquina de pinball não rejeitava um bom torneio de video-game com os amigos, em casa.
Ultimamente juntei tudo; TV nas madrugadas (como já andei falando em um post antigo), uns games descolados, e umas leituras que me tiram ainda mais o sono.
Uma amiga me mandou “Everything Bad Is Good for You” (ainda sem versão para o português) de Steven Johnson. O cara é pra lá de controverso e, como alguns de nós, desperdiçou a maior parte de sua juventude vendo televisão e jogando videogame. Mas será mesmo que as expressões da cultura de massa – filmes, programas de TV e jogos eletrônicos – tidas normalmente como lixo são, na realidade, grandes estimulantes da mente? Talvez.

Os temas violentos, sexualizados e banais que dominam vários seriados e filmes podem ser considerados verdadeiros desafios ao cérebro humano. A narrativa não-linear e as diversas referências presentes em alguns seriados exercitam o raciocínio; é o caso de “Lost” e “24 Horas”. Os games – até aqueles em que o jogador brinca de ser um criminoso – por sua vez, contribuem para as conexões mentais de lógica e a velocidade de raciocínio.
Os resultados da Avaliação Nacional de Progresso Educacional (teste de leitura e matemática aplicado em estudantes nos EUA desde 1971) apuraram que os alunos do ensino fundamental, têm desempenho substancialmente melhor que há 30 anos nas disciplinas avaliadas.
Parece que a leitura não está ameaçada pela cultura digital.
Lá pelas tantas do livro de Steven Johnson aparece a tal “Curva do Dorminhoco” baseada na comédia de Woody Allen, “Sleeper” de 1973. O personagem acorda 200 anos à frente e os cientistas informam a ele que gordura, caldas doces e cigarros, no fim das contas, fazem bem a saúde.
Algo semelhante ocorreu com a cultura pop – as coisas que pensávamos ser lixo, no sentido da cognição e da inteligência, na realidade se mostraram saudáveis intelectualmente falando. A tal Curva do Dorminhoco seria a tendência da cultura popular, nos últimos 30 anos, a ficar mais e mais complexa e a exigir mais da inteligência das pessoas.

Reality shows são em geral bem medíocres, no entanto esses reality shows atuais comparados com programas fracos de 30 anos atrás como Chips e The Dukes of Hazzard (“Os Gatões”, no Brasil) dão o que pensar. A maioria dos novos programas populares é muito mais complexa do que esses programas antigos horríveis. Péssimos sim, mas que embalaram a todos nós àqueles tempos, é verdade. Quem nunca chegou correndo da escola pra encontrar Frank Poncherello e John Baker, fiéis escudeiros da Califórnia Highway Patrol?
Dessa maneira, até mesmo a programação de qualidade inferior atual, se comparada àquela dos anos 70 tem aumentado seu nível. No entanto isso não significa que reality shows estejam nos tornando mais inteligentes (não mesmo) mas que a qualidade da TV está melhorando com o tempo.

Talvez seja o caso de inteligência emocional aplicada. Nesses Big Brothers da vida há sempre um jogo psicológico entre os participantes: eles tentam parecer espertinhos e aparecer para os espectadores, ou paqueram e fazem amizade com todos os outros na competição. Pura estratégia. É o que faz os reality shows interessantes para quem os vê, e os grandes críticos desse tipo de programa muitas vezes ignoram isso.
A TV e as novas tecnologias nos fazem mais inteligentes em alguns aspectos, como na resolução de problemas e desafios cognitivos. Porém, ao contrário do que tem parecido à maioria, com a cultura digital, as pessoas não passaram a ler de forma pior. A internet parece ter trazido um novo meio textual para o consumo de mídia. Todo o complexo de como funciona a web e o e-mail, por exemplo, fez a palavra escrita mais importante que nunca. No momento em que vivemos a palavra é mais relevante do que era quando nossa cultura era predominantemente impressa.
Tome por exemplo as crianças. A web tem ajudado a desenvolver habilidades de leitura e escrita. A gurizada que cresce na era da internet está criando um mundo em que o texto é muito mais importante do que foi nos anos 70, durante a era de ouro da TV. Eles não apenas estão lendo on-line, mas estão escrevendo muito mais. Algumas até publicam os próprios pensamentos para que todo o mundo leia em websites.

E nossos blogs? Não se aplica isso também aqui?
É óbvio que os livros continuarão a ser uma força dominante na sociedade; a diferença é que atualmente os livros têm muito mais concorrentes do que antigamente. Temos a televisão, a internet, os games, que disputam a atenção dos consumidores de mídia. Mas os livros continuam sendo vitais para nossa cultura e não se tornarão irrelevantes.
Se os livros tivessem sido criados depois dos games provavelmente o mundo reagiria com horror à leitura escrita. Os críticos ressaltariam características anti-sociais do ato de ler. Isso porque a leitura de impressos é realmente algo mais passivo que os jogos eletrônicos ou sites e blogs, apesar do fato de que se usa mais a imaginação quando se lê. Mas não se tomam decisões de nenhum tipo quando se está lendo; segue-se a determinação de outra pessoa (o narrador). Pior para os leitores passivos e altamente sugestionáveis: para esses as idéias de um escritor podem parecer as mais úteis filosofias possíveis.
Os games, por outro lado, são totalmente pensados para que o jogador tome várias decisões como avaliar as diversas situações que se colocam à frente, calcular objetivos de longo e curto prazo, administrar os recursos disponíveis e fazer escolhas. Esse é um modo de pensar ativo, mas totalmente diferente do que é usado para ler. Ao ponto de serem alguns desses games usados para o treinamento de exércitos de várias nações. Incluso os Yankees.
Na TV o raciocínio que utilizamos para acompanhar os programas também pode ser bem diferente do que usamos para ler. Há muitos seriados e novelas que contêm estruturas narrativas complexas, com dramas que seguem múltiplas linhas de histórias, possuem vários sentidos e apresentam questões em aberto. A TV popular nunca foi tão difícil de acompanhar. É necessário usar atenção, paciência e retenção de informações – um trabalho de análise, semelhante ao que usamos diante da literatura – para compreender os roteiros mais complicados.
A novela brasileira é famosa por sua qualidade tecnológica e pelos roteiros inteligentes, com estrutura narrativa muito mais complicada que a de outros programas.
Já se concluiu que médicos-cirurgiões que jogam videogame fazem seu trabalho melhor que os que não jogam, já que os games melhoram tanto a inteligência visual como a coordenação motora entre as mãos e os olhos. Essas são habilidades cruciais para o trabalho dos cirurgiões.
Melhor ainda: os games são intelectualmente exigentes e, dependendo do jogo
, essa qualidade pode se sobrepor ao seu conteúdo muitas vezes brutal. O tipo de jogo chamado ”atiradores em primeira pessoa” que basicamente possui personagens correndo e atirando uns nos outros envolve muito pouco pensamento. Mero passatempo. Por outro lado jogos como “Grand Theft Auto” (game em que o jogador é um criminoso que desenvolve várias táticas para praticar os delitos) são muito violentos e às vezes até ofensivos mas com uma estrutura muito complexa e intelectualmente desafiadora e toda uma escala de ambientes diferentes a que o jogador tem que se adaptar. Essas qualidades podem ser levadas em consideração, embora o jogo certamente não seja apropriado para crianças.

Por outro lado há muito pouca correlação entre a violência ficcional dos videogames e a violência do mundo real. Os dados de pesquisas recentes sobre criminalidade nos Estados Unidos sustentam essa opinião. Os programas de televisão e os games nunca foram tão violentos – ao menos se prestarmos atenção a todo o sangue que eles mostram – e ainda assim, acabamos de assistir à queda mais dramática das taxas de criminalidade na história dos norte-americanos. É hora de perguntar se os games violentos estão na verdade reduzindo os crimes, ao permitir que as pessoas descarreguem seus sentimentos agressivos num ambiente virtual, e não no mundo real.
Pesca proibida versus derramamento ilegal
11 abril, 2007 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
A matéria a seguir foi exibido em todos os telejornais noturnos de todo o Brasil.
Paulo, 28 anos, casado com Sônia, grávida de 4 meses, desempregado há dois meses, sem ter o que comer em casa foi ao rio Piratuaba-SP a 5km de sua casa pescar para ter uma “misturinha” com o arroz e feijão, pegou 900gr de lambari e, sem saber que era proibido a pesca, foi detido por dois dias e ainda levou umas porradas. Um amigo pagou a fiança de R$280,00 para liberá-lo e terá que pagar ainda uma multa ao IBAMA de R$724,00. A sua mulher Sônia (grávida de 4 meses) sem saber o que aconteceu com o marido que supostamente sumiu, ficou nervosa e passou mal, indo parar no hospital e sofrendo um aborto espontâneo. Ao sair da detenção, Ailton recebe a notícia de que sua esposa estava no hospital e perdeu seu filho, pelos míseros peixes que ficaram apodrecendo no lixo da delegacia.
Quem poderá devolver o filho de Sônia e Ailton?
Enquanto isso, Henri Philippe Reichstul, de origem estrangeira e Presidente à época da
PETROBRAS foi responsável pelo derramamento de 1 milhão e 300 mil litros de óleo na Baía de Guanabara, matando milhares de lambaris e pássaros de hábitos marinhos; o mesmo foi também responsável pelo derramamento de cerca de 4 milhões de litros de óleo no Rio Iguaçu, destruindo a flora e fauna, e ainda comprometendo o abastecimento de água em várias cidades da região.
Crime contra a natureza, inafiançável.
O senhor Reichstul encontra-se em liberdade. Pode ser visto jantando nos melhores
restaurantes do Rio e de Brasília.
-Uma pizza pra ajudar na digestão, senhor?
via email
Teste do sofá online
10 abril, 2007 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
As imagens mostram uma modelo (Carol) que negocia, via MSN, um suposto “ensaio para foto e vídeo” com um diretor (Paulo) bastante interessado nos… digamos… atributos da jovem.
O detalhe é que além do strip-tease (sim… ela quer muito essa “oportunidade”), a moça acaba dando o número do próprio telefone durante a gravação.
