A lenda de Rui Barbosa

27 abril, 2007    Categoria: Cultura & estrutura    Nenhum Comentário »  

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um ruído estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:

- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmíferes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, diz:

- Dotô, eu levo ou deixo os pato?


Artigos relacionadosLeia também:
Enviar | Recomendar Enviar | Recomendar |


Nenhum Comentário para “A lenda de Rui Barbosa”

  1. Mario Roberto Guimarães disse:

    Muito boa, essa, Eduardo. Conta-se, também, que Rui recebeu, certa vez, no escritório que tinha em casa, um vizinho, a título de consultá-lo sobre uma questão jurídica. Vizinho – Doutor, uma pessoa mordida por um cão que vaga na rua, tem o direito à indenização das despesas médicas, por parte do proprietário do animal? Rui – Naturalmente que sim, isto é líquido e certo. Vizinho – Então, o senhor me deve a quantia de cem mil réis, uma vez que fui mordido pelo seu cão, aqui está o comprovante das despesas. Rui, então, pagou a quantia reclamada e, quando o outro já se retirava, chamou-o e disse: – um momento, o senhor veio até aqui fazer-me uma consulta de cunho jurídico, portanto, deve-me a importância de duzentos mil réis, que é o valor que cobro por minhas consultas. Um abraço, Mario.

  2. Ziber disse:

    Boa Eduardo, eu perguntaria a mesma coisa se eu fosse o ladrão. haha! Abçs, Ziber

  3. Cris Caetano disse:

    Já conhecia…;)…mas mesmo assim cheguei a pensar em perguntar se o ladrão era barbudo, mas…não… outra época, outros bigodes.
    .
    tenho um recado pra ti no meu Nuvens!
    beijos

  4. Fabiana Pignatari disse:

    Uma forma de fazer o nosso aluno escrever, sem se tornar piegas dando aqueles temas ridículos de redação é a questão da adequação da linguagem. Fiz um trabalho com esse texto em sala, lendo, interpretando, discutindo e, é claro, buscando o sinônimo destas palavras no dicionário, pedi aos alunos que adequassem este diálogo a outros personagens. Trabalhei com diversos tipos de vítimas e diversos tipos de ladrões. O resultado é muito significativo e interessante. E faz com que nosso aluno perceba a diferença de linguagens que devemos ter nas diversas situações que passamos em nossas vidas. E é também uma foram prazerosa de se ensinar a escrita e leitura de textos, não só literários,como jornalísticos, informativos…

  5. Anonymous disse:

    meu nome é Ruy Barboza, com y e z, e os professores sempre me pergutam, o que eu tenho de ruy barboza, fora ser conteraneo, e o abc coincidir quase que a sua totalidade, usamos oculos. E fazemos divisa de estado sou mineiro. Ele e de vagar, e eu como queto.

Dê sua opinião


Escolha o tema: 1 2 3 4 5 6 7 8

Assine grátis

Receba os artigos diariamente:

Menu

Grupo Tetera

Twitter

twitter.com/EduardoTeteraSiga Eduardo Tetera no Twitter.
O Grupo Tetera também está no Twitter. Clique aqui