Liberdade no Islam, diz ele…
26 dezembro, 2006 Categoria: Política é o fim Nenhum Comentário »
Ahmadinejad muitas vezes parece um homem provinciano sem a mais vaga idéia de como seja o mundo fora do Irã. (Se bem que, justiça seja feita, o mesmo pode ser dito de George W. Bush.)
Time: Fale sobre seu discurso na Universidade de Amirkabir, onde os estudantes demonstraram contra o senhor.
Ahmadinejad: Em nosso país a liberdade está na prática. Os estudantes dizem o que querem e eu digo minha parte. Eles são nossas crianças. Têm total liberdade. Não posso impor minha visão. Este é um dos orgulhos de nosso sistema e de nossa revolução. Nós lutamos e passamos nossa juventude lutando por esta liberdade.
Time: Mas algumas pessoas foram postas na cadeia ao demonstrar aqui no Irã. Um de nossos colegas [o fotógrafo iraniano-canadense] Zahra Kazemi foi assassinado na prisão após ser preso.
Ahmadinejad: Veja, nosso Poder Judiciário é um aparato totalmente independente. Não sofre influência ou pressão de grupos políticos ou partidos. Nem do presidente. Nós temos um processo judicial e um código civil como todo mundo. Se alguém disser que foi tratado de forma diferente da ditada pelas regras, então poderemos investigar. Mas quantos você conhece que condenados por um juiz saíram satisfeitos? Eles protestam e não aceitam. É claro que erros podem acontecer em qualquer parte, inclusive nos EUA.
Time: Eles fecharam jornais, até um que apoiava o senhor.
Ahmadinejad: Mas não são muitos. Compare com os jornais que abrem e com os que estão em operação, o número dos fechados é pequeno. Esta é a lei. Se a lei não prevalecer, não há sentido na liberdade. A lei é o que garante a liberdade. Foi um jornal estatal que foi fechado. Isto mostra que o governo não usa sua influência no judiciário.
Sei…
Regras de etiqueta, boas maneiras ou, simplesmente, o amor?
24 dezembro, 2006 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
(…) Boas maneiras também podem substituir o amor. A maioria das pessoas admitirá que prefere ser tratada com cortesia do que ser amada, se elas realmente pararem para pensar a respeito. Considere, por exemplo, quantos tiroteios ou facadas são provocados pela etiqueta e quantos são provocados pela paixão…
P. J. O’Rourke em “Etiqueta Moderna – Finas maneiras para gente grossa”
Vi no Mundo ao Leo
Você quer ganhar aumento de 90,7% em seu salário?
20 dezembro, 2006 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
É simples: seja eleito nas próximas eleições.
Esses parlamentares brasileiros, ao perpetrarem um aumento de 90,7% em seus próprios salários podem ser considerados:
- Insensíveis às dificuldades pelas quais passam milhares de brasileiros que não têm garantidos os seus direitos constitucionais de acesso à saúde, educação e segurança pública;
- Indiferentes à contínua falta de recursos públicos para serviços fundamentais necessários ao desenvolvimento econômico da nação, como apontam os recentes fatos que registram o caos no sistema aéreo brasileiro e a péssima qualidade e conservação das estradas brasileiras;
- Impassíveis diante da crescente desmoralização do sistema político brasileiro, como atestam seguidas pesquisas de opinião pública, em virtude da sucessão de escândalos, de “pizzas”, e da ineficiência do Poder Legislativo pelo não cumprimento do dever de fiscalizar e legislar;
- Impiedosos em defender os próprios interesses em, ao negar a essência da atividade pública, legislar em causa própria e de maneira tão descarada;
- Indecorosos ao oferecerem proposta de aumento de pouco mais de 7% ao salário mínimo e de autoconcederem aumento de mais de 90%;
Tal decisão irá marcar esta atual legislatura como a mais negativa da história “democrática” do Congresso Nacional. Veja no post abaixo como entrar em contato com os parlamentares que concederam reajuste de 90,7% em seus próprios salários.
Será um Nosferatu cor-de-rosa?
18 dezembro, 2006 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
Há alguns dias fui entregar uns documentos de trâmite normal de Aduana em un daqueles órgãos do Estado enfurnados de gente ociosa e imprestável. Me entregaram uma guia, a preenchi com os dados, paguei a maldita boleta; carimbo e selo devidamente firmados, lá vou eu rua a fora. Chegando em casa jogo a papelada sobre a mesa. Alguns instante após, passo pela mesa e olho os papeluchos. E ainda outra vez, e outra e mais outra. ALGO me dizia para dar uma olhada nos números. E o pior é que me CONVIDAVA a somar os danados… [Eu sei que o vício de LOST às vezes leva a casos terminais, mas isso já estava indo longe demais!]
E lá fui eu. Não resisti:
Expendiente Nº 534435
Formulário Nº 127239
Data: 06/12/06
Foi justo aí que notei que o primeiro numeral era uma capicúa [um palíndromo] e pensei: sim, aqui pode haver algo interessante… Esse “algo” continuava me chamando para fazer a soma dos tais números. E eu fiz:
5+3+4+4+3+5 = 24 __ 2 + 4 = 6
1+2+7+2+3+9 = 24 __ 2 + 4 = 6
06+12+06 = 24 _____ 2 + 4 = 6
Sim, senhoras e senhores, devem estar pensando que estou louco, o nível paranóide bateu no teto ou qualquer coisa perto disso. O lance é que sempre me identifiquei numa boa com matemáticas mas a questão maior não era exatamente aritmética; analisando os resultados [24 & 666], pergunto:
Virei viado ou é coisa do capeta? Eu hein…
Cinco motivos pra beber vodka na praia nesse verão
16 dezembro, 2006 Categoria: Conversa fiada 16 Comentários »
Sempre lutei para criar o hábito de consumir vodka em locais ainda pouco comuns, como na praia, mas nunca tive sucesso.
As pessoas insistem em beber apenas cerveja na praia.
Penso que esse hábito deve ter sido criado por causa das campanhas publicitárias: as cervejarias sempre focam seus anúncios em praia, enquanto a indústria de vodka se restringe a boates.
Os benefícios que vejo para consumo de vodka na praia são inumeráveis. Veja alguns (por Murilo Gun):
Refrigeração – o sistema de refrigeração na praia é precário, à base de isopor com gelo, enquanto numa boate existem freezers. Gelar cerveja requer um bom sistema de refrigeração enquanto à vodka basta colocar gelo.
Logística – a logística de abastecimento é complicada para o comerciante de cerveja na praia pois todos os dias ele precisa carregar várias grades pesadas de cerveja. E ao final do dia, ainda existe a logística inversa de recolher os cascos e trazer de volta. Se vendesse apenas vodka, poderia carregar nos próprios braços uma caixa com algumas garrafas e seria suficiente. E não haveria o esforço na contra-maré no fim do dia.
Atendimento – para beber cerveja é necessária uma boa estrutura de atendimento para que seja sempre feita a reposição rápida nas mesas, enquanto vodka basta deixar uma garrafa na mesa e só repor depois de um bom tempo. E na praia é muito mais complicado montar uma boa estrutura de atendimento do que numa boate.
Higiene – a cerveja gera uma constante necessidade de urinar [dadas suas características diuréticas], muito mais que a vodka. E uma praia nem sempre oferece boa infra-estrutura [com sanitários adequados, etc] como há nas boates.
Economia – para o consumidor, no final das contas, é mais barato beber algumas doses de vodka do que várias garrafas de cerveja.
Para reverter isso, é necessário que a indústria de vodka mude o foco de suas ações publicitárias.
Campeonato de beach soccer com patrocínio da Absolut? Talvez. Vôlei de praia by Smirnoff? Quem sabe… Imagine uma propaganda com loiras de biquíni, jogando frescobol na praia e erguendo uma Caipiroska, o Murilo ia adorar.
Só assim o brasileiro mudaria o seu hábito de consumo.
- Leia também: TV, vodkas & corujão // Sou taurino! E basta!
