O Código Aleijadinho, de Leandro Müller
27 outubro, 2006 Categoria: Cultura & estrutura Nenhum Comentário »
Na onda daquele sucesso vinham os chamados livros derivados, como o ‘Decifrando O Código da Vinci’, que não vendiam menos.
Nessa altura, o Sylvio Siffert (Livraria Argumento) vislumbrou a possibilidade de entrar nesse filão e, numa tarde num bar de Ipanema, Roberto edretti (Livraria da Travessa) disse a Leandro Müller:
“Por que a gente não faz O Código Aleijadinho?” Pegou na hora.
Os dois primeiros deixaram o projeto, mas Leandro continuou e acabou alterando a déia inicial, modificando tudo e criando uma obra diferente, mais independente de O Código da Vinci. Assim surgiu um dos livros mais interessante dessa temporada chatíssima de eleição no Brasil.
Muitos mistérios cercam a figura do Aleijadinho. O mais impressionante deles foi o resultado da exumação do seu corpo em 1999. Até então, se pensava que ele morrera de hanseníase (lepra), porém, a verdadeira causa mortis foi porfiria. Além disso, os ossos da mão apresentaram uma coloração avermelhada e, após a analise laboratorial, foi detectada uma concentração anormal de cobalto, chumbo, cádmio e níquel nesses ossos. Como tais elementos eram muito utilizados na composição de pigmentos de tinta, especula-se que o Aleijadinho também tenha feito pinturas. Vai saber. É nessa última perspectiva misteriosa que está focado o romance.
Há também muitos fatos curiosos ligados à concepção da história, aos personagens e à pesquisa dos locais, fatos e obras de arte citados no romance. Por exemplo, no Fórum de Ciência de Cultura do Campus da Praia Vermelha da UFRJ existem vários estudos de restauração de antigos painéis que foram pintados por cima com tinta branca. A partir dessa idéia, Leandro foi até a igreja da Sé de Mariana para procurar uma parede semelhante, na qual pudesse ser descoberto um painel similar. Qual não foi a sua surpresa ao constatar que, na capela lateral daquela igreja, já havia, de fato, um estudo para restauração de um painel, oculto atrás de camadas de tinta…
Depois de intensa pesquisa in loco, tudo fotograficamente registrado em detalhes e 1 ano debruçado sobre mapas das cidades que visitou, Leandro nos brinda com o Código Aleijadinho.
Eu já estou no meio do livro, que me chegou via Glaucia Lewicki.
E você, vai esperar a próxima saga comercial do Paulo Coelho?
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28 outubro, 2006 - 15:35
Oiiii … obrigada pela visita . Sim está no ar a famosa amante de Pedro II – a Barral!
Esse código do Aleijadinho realmente é mto interessante. Assisti a entrevista ontem no Jô. Vc já leu o livro?
beijos e apareça sempre.
28 outubro, 2006 - 15:42
Pois que sim, Condessa. Como não.
28 outubro, 2006 - 18:25
Ôh. Pois não…
28 outubro, 2006 - 20:29
Eu vi a entrevista com o autor ontem, no Programa do Jô, achei que o livro seria interessante e agora quero ler! bem, gostei da paret em que você escreveu sobre o Paulo Coelho, muito bom, rsrs!!! Quando eu conseguir o livro e ler, eu volto pra comentar, ok?
29 outubro, 2006 - 12:58
Acabei. Troco pela sua cópia do Tommy…
29 outubro, 2006 - 17:37
Não gostei desse livro. Não consegui passar nem da metade. Há escritores brasileiros de suspense realmente bons como Luiz Alfredo Garcia-Roza ou Luis Eduardo Matta, só para citar dois.
29 outubro, 2006 - 18:10
Muito legal, parabéns! É bom saber que aquilo que a gente faz inspira e gera novas idéias, textos, discussões e, como uma corrente, vai se espalhando, informando, formando novos leitores, se transformando e, de um certo modo, transformando as pessoas. Passei para o Leandro Müller também, através da Garamond. Ele vai adorar!
29 outubro, 2006 - 20:45
Trata-se de um livro inteligente e muito interessante.
O autor fez uma pesquiza excelente sobre as obras do mestre Alijadinho.
29 outubro, 2006 - 20:47
Trata-se de um livro inteligente e muito interessante.
O autor fez uma pesquiza excelente sobre as obras do mestre Alijadinho.
30 outubro, 2006 - 3:58
olá,
gostaria de saber como comprar o livro \”Globish\”, com as 1.500 palavras…
Agradeço!
30 outubro, 2006 - 14:10
Olá, Roberto
o livro já tem uma nova edição, revista e atualizada pelo Prof Jean-Paul Nerrière, que além do livro Don’t Speak English : Parlez Globish escreveu com Jacques Bourgon e Philippe Dufresne o Découvrez le globish.
Você acha os dois livros na Fnac, com preços entre 11,00 € e 17,00 € ou no Amazon. Mais despesas de correio.
forte abraço
–
Beth:
O rapaz é minucioso; tem requinte e escrúpulo.
–
Glaucia:
Estamos para isso. Não é?
–
Carlos Araujo:
Luiz Alfredo Garcia-Roza e Luis Eduardo Matta um dia foram um Leandro Müller.
30 outubro, 2006 - 16:46
Essa semana pré-eleição me deixou do-en-te, estou desatualizadíssima e irritadíssima. Ver Jô, então? Onde e quando?!!! Mas o que perdi! Parece ser o máximo! E sim, Aleijadinho tinha níveis altíssimos de ferro no organismo que indicam a doença de porfiria como causa.
Quanto ao Paulo Coelho, usando uma expressão bem “à Porto”: “esse gajo já me dá noooooojo”. A-do-ra-va ouvir essa expressão, encaixa tão bem em certas situações.
Queria tanto fazer um comentário de um outro teu comentário, EDUUU, mas acredito que poderia parecer deselegante, e agora, e aqui, isso me incomodaria, enfim…. “c’est la vie” ou “o que tem de ser tem muita força”!
30 outubro, 2006 - 16:51
Voltei!!! Esqueci-me…eu ainda não tô bem!
Preciso fazer um copy e paste deste teu post.
bjs
30 outubro, 2006 - 17:24
Quem foi que te deixou assim, o Luís Inácio ou o Geraldo? rs
–
O
post sobre Globish que se refere o Roberto aí acima, foi publicado em maio de 2005, aqui no Inconsciente.
31 outubro, 2006 - 15:25
Eu tenho certeza absolutíssima que você sabe quem… rsrs
1 novembro, 2006 - 0:56
Absolut!!!
1 novembro, 2006 - 18:39
É muito bom ver jovens como o Leandro Müller se interessar pela história da arte. Jovem inteligente que transformou o seu projeto em realidade. Como você disse em seu comentário “Luiz Alfredo Garcia-Roza e Luis Eduardo Matta um dia foram um Leandro Müller.” Temos que prestigiar e dar oportunidade para jovens talentos porque eles serão o sucesso de amanhã. O Código Aleijadinho mostra a capacidade de um jovem criativo onde soube conduzir uma trama muito bem elaborada, prendendo a atenção da gente com uma leitura agradável e interessante. Li o livro e gostei muito. Após ter visto a entrevista no Jô, penso que ele merece todo o sucesso porque é um jovem inteligente, criativo e culto. Parabéns Leandro, precisamos de gente como você.
1 novembro, 2006 - 23:43
* Bem, aí fica a dúvida, vc quer a cópida do Tommy filme ou cd< eu tenho os dois, rsrs. Mas e aí, me conta, vc gostou do livro??? bjs*
2 novembro, 2006 - 2:07
Não vi aí a opção “Todas as alternativas acima“, Celly…
rs
–
Dely:
Palavras irretocáveis, as tuas. E salve a boa leitura (sobretudo a do Brasil).
2 novembro, 2006 - 16:01
hahah, muito bom!!! rsrs.
27 fevereiro, 2009 - 1:12
Bom livro, embora tenha lido somente agora,em 2009, no Carnaval. Um achado, passeando pelo “shopping”.
Chamou-me a atenção a analogia com o Código Da Vinci, que tem seus méritos, mas não sei a razão de tanta polêmica; é um livro bom, de ação, aventura, suspense, nada demais, muito menos que justifique outro livro para entendê-lo ou explicá-lo.
Felizmente, um brasileiro foi capaz de elaborar uma trama bem consistente, com elementos nossos: nossa história, língua, geografia, arquitetura, arte e, principalmente, pessoas, brasileiros como nós.
A trama em si, apresenta, ao meu ver, algumas falhas, mas isso é o de menos.
Imperdível para quem conhece as cidades históricas de Minas.
Infelizmente, é difícil imaginar que seja filmado com a qualidade com que o outro foi. Mas, algumas sugestões: alguma edição poderia trazer um mapa e fotos dos principais locais onde a trama se passa;
há muito tempo não vou às cidades históricas, mas será que lá elaboraram um roteiro também, a exemplo do que fizeram na Europa?, e;
já que a “sociedade” que compõe parte da trama é universal e atemporal, por que não usar outros cenários brasileiros, tão ricos quanto às cidades mineiras, como Salvador,o próprio Rio de Janeiro, os litorais paulista e sul-fluminense, o fundo do Vale do Paraíba, a “trilha do ouro”, que corta o Vale em direção a Paraty ou mesmo as cidades cujas “bandeiras” deram origem à Vila Rica, Mariana, São João Del Rey, etc, como Taubaté, Pindamonhangaba e Guaratinguetá?
Até mais e parabéns ao Müller.