Lei de Murphy

31 outubro, 2006    Categoria: Conversa fiada   Nenhum Comentário »  

Ando tão ranzinza…

Em dezembro de 2004 o best-seller da vez era O Código da Vinci, de Dan Brown. Era quase Natal, e o presente era meio óbvio.

Na onda daquele sucesso vinham os chamados livros derivados, como o ‘Decifrando O Código da Vinci’, que não vendiam menos.

Nessa altura, o Sylvio Siffert (Livraria Argumento) vislumbrou a possibilidade de entrar nesse filão e, numa tarde num bar de Ipanema, Roberto edretti (Livraria da Travessa) disse a Leandro Müller:

“Por que a gente não faz O Código Aleijadinho?” Pegou na hora.

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Filosofia pra boi dormir

26 outubro, 2006    Categoria: Filosofia barata   Nenhum Comentário »  

Sócrates estava ali sentado no cantinho dele quando, de repente, uma maçã atinge sua cabeça.
Não. Não é nada disso, essa é uma outra estória.

Sócrates estava lá sentado pensando na vida quando lhe veio a idéia: não seria possível a existência de um conhecimento que tivesse o grau de certeza que nos proporciona a matemática mas que se refira a fatos concretos ? Sim, talvez.

Então saiu feito um maluco a perguntar às pessoas o que seria a justiça, a coragem, a bondade. E lhe davam exemplos de pessoas justas, corajosas, bondosas. Então ele citava homens que haviam feito algo bem diferente mas que não deixava de qualificá-los de justos, corajosos e bondosos. O que significava que deveria haver algo de comum em ações tão diferentes que nos fazia considerá-los assim. Os amigos e discípulos propunham isso e aquilo e ele ia eliminando as possibilidades que não se encaixavam.

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Tenho refletido um pouco sobre o mercado de trabalho, empresas, relações entre funcionários e essas coisas todas que envolvem as relações trabalhistas (apesar de que, esse papo de Trabalhistas não tá pegando muito bem). Achei demais interessante um artigo antiguinho de Anthony de Jasay na Econlib.
Se os trabalhadores tivessem consciência do peso que representam para um empresário que gostaria de abrir um negócio, jamais apoiariam uma lei de redução da jornada de trabalho ou sequer achariam vantajoso uma lei para fixar a jornada de trabalho. E penso em quão longe os tupiniquins estão desse raciocínio.

Aqui por essas bandas, pensa-se que empresário é tudo ladrão e que tem mesmo é que sofrer pagando altos impostos e benefícios salariais e podendo ir à falência facilmente a qualquer hora. E todos estão a séculos de perceber os motivos de tanta dificuldade de arranjar emprego. Aliás, tenho dito já há alguns anos que ‘emprego’ é uma instituição em vias de extinção. Como define muitíssimo bem o Bob Fifer em seu livro Double Your Profits: In Six Months or Less ['Dobre seus lucros', pela Ediouro] as empresas devem cada vez mais adotar a meritocracia, onde as recompensas são distribuídas à base de desempenho, e não de antigüidade, “simpatia” ou qualquer outro interesse. Numa meritocracia, a metade inferior reclama. No sistema de “antigüidade ou em qualquer outro, são os melhores empregados que se acham no direito de reclamar.

Mas, logicamente, é mais fácil aderir ao maniqueísmo do empresário mal e do trabalhador bonzinho, do Estado bonzinho que interfere em prol dos direitos do trabalhador e dos rótulos, bandeiras e lutas e blah blah blah.
Enquanto isso, empobrecem todos.

No último mês, abrindo as lembranças dos dez anos da saída de cena do Renato Russo, publiquei aqui no blog um texto sobre os punks de Brasília [que nos trouxeram o bom rock nacional, graças a Deus] e o show na ABO, entre outras peripécias da turma da Colina.

Em comentário naquele post sobre o show da ABO, Philippe Seabra [vocal/guitarra da Plebe] lembrou que o show dos Plebeus daquela noite também foi muito bom e aproveitou pra publicar o texto na sessão de Notícias da Unidade Plebe Rude Oficial.

Mas isso foram os anos 80 e lá se vão vinte anos. Pois há vinte anos a Plebe Rude nos brindava [seus fãs igualmente punks] com o disco “O Concreto Já Rachou” e consolidava no restante do país o sucesso e a qualidade flagrantes aos que já acompanhavam a cena musical brasiliense.

O lançamento oficial do disco ocorreu em dois shows realizados no Rio de Janeiro, na casa noturna Noites Cariocas, nos dias 14 e 15 de fevereiro de 1986. Já de cara deu pra ver que o primeiro disco da Plebe se transformaria num dos mais importantes discos do rock nacional de todos os tempos.

Hoje a Plebe continua Rude e já nos deixa de sobreaviso, lançando seu novo CD ‘R ao Contrário’, que contém 11 faixas inéditas, mais a gravação da música ‘Voto em Branco’, composta em 1980 e executada no memorável show de Patos de Minas.
E foram justamente dessas lembranças dos bons tempos punks da cena brasiliense e da saudade de outras bandas igualmente boas como por exemplo, a Escola de Escândalo, que resolvi publicar o texto que você lê agora aqui abaixo.



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