Porque a esquerda burra alimenta as misérias
25 setembro, 2006 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
Num país como o Brasil não é tão difícil arranjar conteúdo para escrever. Sobretudo numa atmosfera de imprensa que sugere sempre os mesmos caminhos de audiência: reclamar, apontar falhas, veicular tragédias e misérias mil e blah blah blah. O problema é que o burburinho político e cultural dá muito assunto e pouca profundidade, se a gente bobear, fica só falando dos Lulas e sanguessugas e a vida vai passando. É justamente isso que eles querem: que a gente ache que tudo se resume à política.
Há muita coisa boa pra se destacar na vida e no mundo, minha gente. Além do quê, a esquerda no Brasil já não é.
Aliás, por que a pseudo-esquerda (ou os sinistros) é sempre de esquerda? Não importa quem está no poder, são de esquerda. O mote é ser a favor do contra. O Zé Dirceu e o Serra foram batalhadores da ex-UNE, e dos bons. São de esquerda? E o Genoíno? Guerrilheiro, guerrilheiro! Salve o Araguaia, companheiros! O que dizer do ex-operário barbudo que reivindicava greve até por falta de copo nos bebedouros? (Tá vendo, olha aí. Já deu dois parágrafos de política…)
Uma das maiores falácias da esquerda brasileira é insistir na tal da distribuição de renda. Já tentei, em vão, discutir esse assunto em fóruns com membros da dita facção, que hoje deve abarcar algo como 99% da população economicamente ativa por estas paragens. Numa dessas argumentava por exemplo (baseado em leituras, claro. Não há cientista político entre os Jungianos e a memória aqui não é fotográfica) que, no século XIX, a quase totalidade dos adolescentes trabalhava em fábricas; hoje, nove entre 10 vão à escola. No início do século seguinte, o americano médio precisava trabalhar duas horas para ganhar o preço de uma galinha; hoje, 20 minutos. E assim vai.
Com dados como esses, que evidenciam ganhos concretos de qualidade de vida para todos ao mesmo tempo em que se diz ter aumentado a concentração de renda, fica clara como nunca a intenção de complicar o debate público por parte de certos intelectuais. Sejamos claros, ora pois. Se acreditarmos nessa mentira, estaremos matando a galinha dos ovos de ouro.
Piada pronta
23 setembro, 2006 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
Ingredientes do bolo doido:
1 jornal sensacionalista do interior do Piauí
1 país politicamente desacreditado
2 astrólogas de criatividade exacerbada (redundância)
1 casa da mãe joana
via jacaré banguela
Ói, primavera já é vem.
22 setembro, 2006 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
A rosa que se esconde
no cabelo mais bonito
é um grito, quase um mito.
Uma prova de amor…
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes
— e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares
— e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos
— e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Cecília Meireles
Cicarelli, quem diria, foi dar na Espanha…
20 setembro, 2006 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
Os brasileiros estão a 10 dias da re-eleição das eleições; Saddam Hussein foi expulso da corte de julgamento; há um golpe de estado em andamento na Tailândia; os muçulmanos estão a ponto de tomar o Vaticano pra dar uns catiripapos no Papa alemão e o mundo pára pra discutir o fim de carreira da Cicarelli??
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Quem quiser pauta pra dissertações, tese de doutorado ou assunto pro cabeleireiro, o mote já está lançado e é abundante. A ordem do dia é Daniela Cicarelli! Aproveite enquanto há tempo, já que a gali modelo vai processar todos os sites que veicularam as cenas, pedindo indenizações de alguns milhões por danos morais e materiais.
Ainda me pergunto como foi que o Hugo Chávez em seu discurso na ONU não fez qualquer citação ao caso, dada a sua relevância como assunto mundial. Ou terá feito? O diabo era a Cica? Ou era o Tato Malzoni? Ou o paparazzo? Ora, por favor…
Será que foi pela amplitude do caso Cicarelli que o Chávez sugeriu a transferência da ONU para o Brasil?
Sim, porque se o Brasil pode ser governado por analfabetos de quatro dedos, que tal uma modelo falida de seis?
Dente-de-Leão
17 setembro, 2006 Categoria: Filosofia barata Nenhum Comentário »
Enquanto buscava, refletia no nome da tal plantinha. Aí é que me veio a pasmaceira: Muito obviamente chegou-se ao termo inglês dandelion diretamente do francês dent-de-lion mas os franceses preferem chamar a flor de “pissenlit” devido a propriedades diuréticas da planta. Vai entender…
Como pode um povo deixar de lado o poético nome dente-de-leão pra chamar a plantinha de “mija-na-cama”??

