Um relato pardo

8 agosto, 2006    Categoria: Conversa fiada    Nenhum Comentário »  

Apesar de esse blog não ser escrito em primeira pessoa algumas vezes se faz necessária a 1ª voz, por isso estou aqui para fazer um relato.
Eu quase nunca vejo TV, então fiquei realmente assustado. Foi ligar e ver isso: Uma menina perguntando para uma negrona gordona senhora qual é a diferença entre os “conceitos” de preto e negro. Era um grupelho participando de um programa temático sobre racismo. E a diva então responde que o IBGE usa “preto” e “branco” porque considera “negro” um conceito, e não uma raça. Mas há nisso uma contradição – ainda palavras dela -, porque “pardo” também é um conceito, já que não designa uma raça definida (?????!!). O uso dessas categorias intermediárias (pardo, mulato, etc.) – segundo ela e sempre segundo ela – tem o propósito de inibir a organização dos negros (!!!!), o que é uma forma de manter a ordem vigente separando grupos sociais que deveriam se unir (!!!!).

Desculpem mas isso me deu indigestão. E Gilberto Freyre se agita no túmulo. Eu precisava falar. Ou escrever. (Ou o que fosse!) O fato se passou em algum canal da NET entre o 1 e o 60, no dia 7 de agosto de 2006, às 22h e alguns minutos. Era aniversário de Caetano Veloso (que é mulato ou será pardo?)
Machado de Assis tinha cor de envelope?


Negra é a mão!


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Nenhum Comentário para “Um relato pardo”

  1. Afonso disse:

    hahahahahha
    a do envelope é massa!

  2. Jax Levin disse:

    Tive uma professora do primário que dizia em aula que os nossos pretos são muito melhores que os pretos americanos. Não fazem arruaças e trabalham direitinho!

    Essas bruacas fazem a cabeça de infantes ingênuos com seus preconceitos absurdos.

    Abaixo a ditaduras das fessôras!

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