Amazônia vai virar sertão?

24 outubro, 2005    Categoria: Conversa fiada   Nenhum Comentário »  

Depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o “tráfico de água doce”. Cientistas e autoridades brasileiras foram informadas de que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.
Porém, a falta de uma denúncia formal tem impedido a Agência Nacional de Águas, responsável por esse tipo de fiscalização, de atuar no caso.
É isso aí: estão roubando a nossa água! Alguns cálculos iniciais mostram que cada navio tem se abastecido com 250 milhões de litros.

A captação é feita pelos petroleiros na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Só o local do deságüe do Amazonas, no Oceano Atlântico, tem 320 quilômetros de extensão e fica dentro do território do Amapá. Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 metros, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado (como sempre) pela ausência de fiscalização (tb como sempre) na área. Essa água, apesar de conter uma grande quantidade de resíduos e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada.

Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia. O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus. Ora bolas, as águas amazônicas representam 2/3 de toda água existente no Brasil, imaginemos a importância desse recurso pra o fututro da humanidade.

Hoje, cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. A World Water Council já disse e quero aqui relembrar: Em todo o mundo somente o Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos. Isto é, se deixarem o Amazonas correr…

“Tu que estás só
já nem te pões estas questões.
O teu espaço é o vazio,
o teu futuro é a ausência
a tua razão de ser, o escuro
o teu coração, um músculo inútil
o teu olhar, a porta de uma prisão
as tuas refeições, amargura
os teus sonos, uma sepultura.”

Frei Bento Domingues, O.P.
Fragmento de um poema publicado em blog de meu amigo Morfeu. Dedicado a quem melhor se aplicam estas palavras e que agora experimenta o gosto amargo. Sem nunca precisar tê-lo feito…

Faleceu hoje, por volta de 00:00 (hora local de Americana) em razão de falência múltipla dos neurônios, o nosso estimado amigo Luiz Biajoni, após longo sofrimento causado a si próprio e a seus leitores. O enterro será realizado ao som dos gritos da Hello Kitty, sua fiel companheira nas últimas décadas. A missa em homenagem ao falecido não poderá se realizar, pois muitos de seus admiradores preferiram se esconder nas redações de jornais e blogs espalhadas por todo o mundo.

Segundo a Polícia, o mal responsável pelo fim do Biajoni foi denominado de “Desgaste Severo dos Neurônios”, que o massacrou impiedosamente. Em que pese não ser essa a primeira derrota de Biajoni, a vitória alcançada pelo Desgaste Severo dos Neurônios parece ter colocado a última pá de cal no sofrimento do falecido. Ainda segundo a Polícia, o massacre cerebral foi acompanhado por milhares de leitores que acompanharam ao longo do tempo a escrita de seu pseudo-pornoerótico livro Sexo Anal.

Biajoni, vulgo Bia (como era carinhosamente xingado), prestou grandes serviços aos leitores de outros blogs, que sempre o utilizaram como fonte de gozação e alegria, devido às suas constantes piadas em tom pederástico e vexames de cunho sadomasoquista no buteco do MSN, sem contar na falta de vergonha na cara em expor sua filha Isabelle aos leões no Panela da Polenta. Nosso amigo deixa filha, livros e uma boneca inflável.

A família do Biajoni, parece aliviada, pois não terá que sofrer mais! Nós da equipe Inconsciente gostaríamos de conclamar a população blogoseira a prestar 15 segundos de silêncio em homenagem ao Biajoni. Após o quê sairemos todos em carreata pelas ruas, vielas e becos de Americana, passando por todos os pontos de jogatina e sevícia outrora freqüentados pelo Biajoni, para enfim entregá-lo aos vermes. E que a bicharia roa!

Jogo do Currículo

20 outubro, 2005    Categoria: Conversa fiada   Nenhum Comentário »  

Jogo entre eu e a Tata em horário absolutamente impróprio.

Eduardo Martins: Eu já vi neve.
Tata Maneschy : Eu nunca vi neve.
Edu : Nunca comunguei.
Tata: Já comunguei sem me confessar.
Edu : Já tomei ponto na gengiva.
Tata: Já tirei os quatro cisos.
Edu : Não guardo livros.
Tata: Guardo livros fora da ordem que eu nunca li.
Edu : Já assisti 4 sessões de cinema no mesmo dia.
Tata: Já vi 12 filmes em um dia.
Edu : Vi o New Order do palco e tomei porrada do segurança enganado.
Tata: Perdi o New Order, o Rush e o Depeche Mode. Mas vi o U2.
Edu : Já amei 3 vezes.
Tata: Eu amo demais.
Edu : Ninguém me ensinou a dirigir.
Tata: Aprendi a dirigir mas não sei mais.
Edu : Já causei a expulsão de uma turma inteira.
Tata: Já fiquei de castigo olhando pra parede na 7ª série.
Edu : Já usei brinco.
Tata: Não saio de casa sem brinco. E durmo de brinco.
Edu : Fugi de casa aos 5 anos.
Tata: Arrumei a mochila pra fugir de casa aos 8 anos.
Edu : Já quase morri afogado em cachoeira.
Tata: Tenho medo de rio.
Edu : Uma vez fui num puteiro e não comi ninguém.
Tata: Já fui paquerada por um garoto de programa.
Edu : Já voei ao lado da Adriana Calcanhoto.
Tata: Nunca viajei com ninguém famoso.
Edu : Eu plantei feijão no algodão, na escola.
Tata: Eu plantei feijão no algodão mas ele nunca cresceu.
Edu : Nunca andei de mobilete.
Tata: Só andei de mobilete na garupa.
Edu : Já desmaiei.
Tata: Já fingi desmaiar.
Edu : Adorava tomar banho de chuva.
Tata: Adoro beijar na chuva.
Edu : Já fui multado por transar no carro.
Tata: Nunca transei no carro.
Edu : Eu choro fácil.
Tata: Eu também.
Edu : Eu vejo gente morta.
Tata: Eu tenho medo de ver.
Edu : Não gosto de dormir.
Tata: Não gosto de dormir sozinha.
Edu : Eu minto às vezes.
Tata: Odeio mentira.
Edu : Já andei de canoa furada.
Tata: Nunca andei de canoa.
Edu : Nunca caí de cavalo.
Tata: Um cavalo já disparou comigo mas meu pai me salvou.
Edu : Já assisti a Maria Rita 2 dias seguidos.
Tata: Implico com ela.

Eu sei.

Orgia

14 outubro, 2005    Categoria: Filosofia barata   Nenhum Comentário »  

Diria Camões à sua amada:

De vós senhora, é meu coração cativo
Em meu peito guardo vossa imagem serena.
Oh donzela de olhar distante e altivo
Meu coração por vós arde, meu corpo por vós pena.

Se um dia no meu leito vosso corpo reclinar
Quedar-me-ei admirando vossa forma e formosura.
Oh deuses! Cegue eu do outro olho se ousar profanar,
Vosso corpo, vosso encanto.Oh divina criatura!

Diria Bocage a uma ex-donzela:

Eu, Bocage não seria, se ao ver-te seminua
Não levantasse tua saia, tuas rendas e teus folhos
Não montasse e cavalgasse tuas ancas
A minha espada desembainhada, entesoada.

Eu, Bocage não seria, se ao ver-te deitada no leito
Pernas abertas a preceito, não te tirasse virgindade e honra
E se no final da peleja donzela fosses, eu, Bocage,
Arrancaria não um olho! Mas os tomates e a minha porra.

Florbela suspiraria pelo amado:

Ah vem…
Espero-te deitada só de suspirar fico cansada
Sem fôlego, trémula, sem alento.
Meu amor, vem…
Mas vem depressa
Ou quando chegares estarei dormindo a sesta
E terás perdido ao vir, ou não.
O meu desejo, o ensejo, o momento.

Ary declamaria arrebatado:

Meu amor. Meu amor.
Deitada não és certeza. És espanto.
Amar-te não é arder em fogo brando
Mas soltar corpo, grito, pensamento.
Arder em fogos brandos é para parvos
E burgueses de desejo fraco, coisa mole e verso breve.
Contigo meu cavalo solto até ao orgasmo.
E me arrebento no teu corpo
E me revejo no teu espasmo.

E Pessoa questionar-se-ia:

Penso que te amo. Mas será que te amo?
Bia come HelloVou fumar um cigarro na esplanada
E pensar mais um bocado.
Amo-te?
Ou como poeta sou, finjo amor e amando-te não te amo?
Não sei!
É melhor esperares deitada.
Digo-te lá mais para o fim da tarde.

E o que diria Biajoni à donzela Hello Kitty, que fala com o coração e não tem boca?

Texto original de autoria de Ana – Encandescente



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