Camiseteria
28 agosto, 2005 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
E tome coisa nova (e boa) no ar!
Se amarra naquelas camisetas bem transadas, com aquela estampa legal e um texto pra lá de sugestivo? Então já tá na hora de dar uma passadinha lá na Camiseteria e ir logo efetuando o teu cadastro.
Participe de concursos, vote nas estampas enviadas, ganhe pontos e tudo mais.
Como eu já fiz o meu cadastro é só clicar aí, fazer o teu, comprar uma camiseta maneiríssima e me dar uns pontos de presente…
Se você tem alguma idéia legal de estampa, pode enviar e, quem sabe, ver alguém por aí com a sua idéia no peito!
O inconsciente na Revista Bula
24 agosto, 2005 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
O Conselho Editorial da Revista Bula vem publicando algumas crônicas aqui do inconsciente. Vale dar uma conferida no que o pessoal lá de Goiânia tem feito.Todas as quartas os caras do planalto soltam receita nova.
Naftalina no ar!
23 agosto, 2005 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
Notícia de última hora: O Instituto de Meteorologia e Geofísica alertou para os ALTOS níveis de naftalina que bateram o recorde his-tó-ri-co (11%) na última década.
As crianças, os idosos e as mulheres grávidas foram aconselhadas a evitarem o centro das capitais onde estes níveis estão altíssimos.
Pensa-se que este aumento estará relacionado com o uso abusivo de roupa vermelha guardada no armário há mais de 10 (dez) anos, com níveis de naftalina superiores ao limite recomendado pela OMS. Verificou-se também que os níveis de naftalina do meio (1/2) ambiente e o consumo exagerado de tira-gostos de origem animal (conservados de forma inadequada) provoca um efeito delirante e potenciador da SLB (Síndrome da Lebre Banalizada).
As vítimas desta síndrome sofrem de espasmos musculares, delírios múltiplos, visão turva e avermelhada, vontade de sal””””””’::….tar sem parar e agarrar qualquer desdentado que encontrem no caminho apenas conseguindo soletrar três letras: S, L e B.
Pede-se por isso toda a colaboração à população não contaminada para consumir apenas torresminhos de porco cevado, evitar o contato direto com suspeitos desdentados, e com a roupa vermelha em geral…
Receita de sucesso
19 agosto, 2005 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
Então, leitor blogueiro: tá achando que o seu blog não é dos mais respeitados na blogosfera? Acha que os comentários que recebe não estão à altura do seu intelecto? Gostaria de ter a credibilidade cultural de um Noblat ou um Kibe Loco? Ou talvez, ser possuidor da sagacidade do comentário político rigoroso e fundamentado, sem ter que ler livros chatos cheios de letras e sem figuras?
Tenho visto tanta porcaria no ar que aí vai a grande sacada. Veja como é fácil:
1 – Faça sempre muitos links a jornais nacionais e internacionais quando tratar um tema da atualidade, mesmo que não tenha lido nada: “Li aqui, aqui e aqui que…”. Preocupe-se em “linkar” corretamente apenas os dois primeiros. A partir daí, como ninguém tem paciência mesmo pra ler, não vale a pena perder tempo colocando um destino no link.
2 – Arrange 2 ou 3 pseudo-inimigos de estimação (tipo Rafa e Bia) de reputação indiscutível. Discorde constantemente das suas opiniões, mas sem ser muito objetivo ou contundente, justamente pra que seus leitores o admirem por ousar desafiar os grandes e sem que estes se sintam atingidos.
Tenha sempre em mente que a fronteira que separa a discordância do ataque é tênue, podendo levar o desavisado a lhe responder em temas que você não domina, esmagando-o. Se tiver mesmo que ser incisivo na crítica, que seja no campo do disparate, nonsense total, pois aí você é rei e senhor e subjugará o infeliz.
3 – Nos seus comentários responda com citações inintelígiveis, de autores desconhecidos e de países longínquos. Assim limitará a capacidade de resposta e dará um ar de sapiência e eclectismo. Expressões em latim também não são de se jogar fora. Diga se lembrar de uma citação num e-book comprado naquela viagem à Europa de um tal poeta amador da Suméria. (A principal vantagem do e-book, em relação ao livro em papel, é a do copy-paste. Se pintar dúvida você copia qualquer besteira de um site previamente encontrado pelo Google e cola na área.)
4 – Nos seus links, é de bom tom colocar jornais, revistas, blogs, autores, universidades e opinion makers estrangeiros.
Et voilá! Está lançada a receita para um blog de sucesso !
A vírgula (Carta a Najah DL)
10 agosto, 2005 Categoria: Conversa fiada Nenhum Comentário »
Salve a vírgula.
Nem quero saber se ela tem que ficar num lugar ou no outro, quero em todos os lugares! Vírgula pra mim tá ligada ao pulmão, ao coração, coisa das entranhas e mando bala na vírgula. Já escreveram ‘O Velho e o Mar’, então vou escrever, ‘O Velho e a Vírgula’ (mas eu te mostro, Najah, fica tranqüila).
Ah, como tu, o ponto também me fascina. Ponto e pronto. Ponto, ponto! Fica ótimo; parece com aquelas pessoas de decisão: -tá dito e tá dito e pronto, ponto. Gostei daquilo, amiga Najah: Eu, a Vírgula e o Ponto… Porra, também já vou viajando com esse negócio de triângulo… E também, parceirinha, não adianta dizer que é pra encher o texto, mas é que, igual a tu, a erudição do Aurélio a todo tempo incomoda, né? Já imaginou como ia publicar esse negócio de “uma misciva” bem redigida? Ou, em tempos de CPMI “uma epístola a vossa senhoria”? Não ia dar certo mesmo. E dos Buarque de Holanda, o Chico e o Sérgio descem mais suaves. E ponto.
Cá como lá, amor ou rima com calor, ardor, furor ou com dor e quando tem essa rima, vem o provedor e joga a conexão pro espaço, é quando vou ao congelador e busco aquela gelada e relaxo, olhando o editor de textos (ferramenta cruel…) Aí tu diz que texto ruim é texto ruim, não adianta enfeitar. Tá certo, mas pensando bem tu até que tem razão: aquela mulher feia, num batom vermelhão, um lápis no olho, e aquela calça “Deus é justo mas a tua calça é mais”; concordo que ela continue feia, mas fica melhorzinha pra olhar mesmo.
No mais, esse negócio de ser dono da palavra, autor do texto, é um saco, sim. Aos donos cabem alguns lucros, mas também, cabem os ônus todos, pagar imposto da palavra, luz da palavra, água da palavra… Como tu disse aquela vez; melhor é ser favelado da palavra, entro, tomo conta, tomo posse, me apodero e fim. Faço um escarcéu, misturo, troco de lugar, inverto o sentido, ponho vírgula e tome ponto; no final, já pari um texto enviesado.
Mas palavra é realmente igual a carro: está pra me servir e não o contrário. E, às vezes, até consigo algumas subvenções. Pois é Najah, o mundo não é nada justo, nada justo, mas aquela calça… Concordo que há toda a responsabilidade em passar os acertos, em usar tudo de forma correta, a preocupação com a gramática, a fonética, os acentos e todas essas coisas que aprendemos Deus sabe há quanto tempo mas se meu texto incomodar sugiro aos mais desavisados que corram a outro sítio. E por favor parceirinha, não deixe jamais de publicar os teus escritos, porque tuas palavras de mulher sagaz (e às vezes bem mordaz) me ajudam a focar o que o mundo feminino sente e como ele age em relação aos outros seres humanos menos dotados (homens em sua maioria…). Combinado? E o texto, é de quem? O resto é o resto. E pronto. E ponto final.
