Uma notícia publicada em Vitória-ES me chamou à atenção:

“Escolas restringem pesquisa virtual”

Algumas instituições já vinham monitorando o acesso de seus alunos à Web, agora restringem a pesquisa pela rede. Ora, parece já notório o acesso às informações na internet; o “mergulho” dos que estão em fase escolar ao imenso conteúdo disponível na rede mundial soa como inevitável. Já não se consegue impedir totalmente o acesso a sites confiáveis ou negar que os alunos copiam, colam e imprimem seus trabalhos.

Lembro bem de sempre completar informações aos trabalhos (que deveriam ser feitos em casa, com antecedência) justo no dia, na hora e em sala de aula, com informações retiradas de trabalhos de outros colegas. O que mudaram foram os meios. O que antes era um corre-corre, (copia daqui, empresta uma figura dali) hoje é feito com simples cliks do mouse.

Vivemos hoje, em todo o globo, transformações memoráveis semelhantes ao impacto da chegada da fotografia ou do 1º telefone ao Brasil trazidos por nosso Imperador Ultra-Moderno Dom Pedro II, renomado professor, tradutor, intelectual, apreciador da ciência, das artes e da liberdade de informação, homem tolerante, aberto ao diálogo e às transformações da vida social que seria um não menos aficcionado pelo advento da rede mundial.

Mas não gostaria de ver os já sofridos professores brasileiros, como eu, novamente nadando e morrendo na praia logo ali à frente. Qual seria a solução? Discussão em sala? Nada de trabalhos extra-classe? Uma nova disciplina no currículo para acessos em grupos na própria escola? Estaria o corpo docente atualizado e apto a monitorar e ministrar conteúdos vindos da internet? Talvez. Só percebo que ainda temos uma questão a se arrastar por longo tempo.


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Nenhum Comentário para “A internet na mira da educação”

  1. Paulo disse:

    Creio que a Internet é uma poderosa ferramenta passível de um uso efetivamente educacional. A questão que se coloca, assim, não é se a Internet deve ser educacionalmente utilizada, mas sim como fazê-lo de forma eficiente. Parabéns pelos enunciados instigantes.

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